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Colégio
Cenecista Pedro Antônio Fayal
Iniciou suas atividades em 12 de abril
de 1962. Pertence à Campanha Nacional de Escolas da
Comunidade - CNEC, entidade civil, comunitária e sem
fins lucrativos.
Tem uma história rica em fatos auspiciosos nos anais
da Educação de Itajaí. Seus fundadores
eram líderes sindicais, dentre eles, Carlos Fernando
Priess, Nilo Reig de Souza, Orlando Pereira, Airton de Souza,
Reinaldo França, Usmar Pereira, Manoel Nascimento,
Leonardo dos Santos, Getúlio Manoel dos Santos, Valdevino
Vieira Cordeiro e José dos Santos Bernardes. Inspiraram-se
na filosofia de educação comunitária,
preconizada pela CNEC, voltada para o alunado, principalmente
trabalhadores e seus filhos, com dificuldade de acesso aos
colégios particulares tradicionais.
O Fayal começou
modestamente, com apenas 34 alunos, matriculados no antigo
ginásio comercial, no período noturno, em salas
cedidas por grupo escolar pertencente ao Governo Estadual.
As duas primeiras diretorias da CNEC enfrentaram dificuldades
políticas e administrativas e tiveram curta duração.
Em 1966, a convite da Diretoria Estadual da entidade, o Professor
Ludgério Niehues, assumiu a presidência do Conselho
Comunitário, presidindo-o, por meio de sucessivas eleições,
até 23 de dezembro de 2004, quando veio a falecer.
A construção da sede própria para o Colégio
foi possível após a doação de
um terreno pela Prefeitura Municipal de Itajaí. Com
apoio da comunidade local, pais, alunos e professores, foram
conseguidos os recursos financeiros para a construção
do prédio principal, cuja obra exigiu oito anos de
trabalho.
Em 1966, foi criado o Curso Técnico de Contabilidade;
o primeiro de diversos cursos profissionalizantes em nível
de 2º Grau. Sucederam-se o Primário, o Curso de
Educação Geral (atual Ensino Médio) e
a Educação Infantil do Colégio Fayal.
O conceito do Fayal,
sua qualidade de ensino e a excelência de suas instalações
foram fatores decisivos para o atendimento aos milhares de
alunos que a cada ano se matriculam no Colégio. No
ano de 2000 é criado o Instituto Cenecista Fayal de
Ensino Superior – IFES, que, no primeiro dia de agosto
do mesmo ano, realiza as aulas inaugurais dos primeiros cursos
superiores autorizados pelo MEC: Administração
e Ciências Contábeis. Este evento se revestiu
de notável importância não só para
a história do Fayal,
como para Itajaí que passa a contar com mais opções
acadêmicas. Constituiu, também, fato histórico
para a CNEC de Santa Catarina, por representar o início
de sua caminhada rumo à educação superior
no Estado.

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Pedro Antônio Fayal
Pedro Antônio Pereira nasceu em 8 de novembro de 1867,
em Florianópolis, Santa Catarina, filho de João
Antônio Pereira e Constantina Rosa de Jesus. Sua família
era originária da Ilha do Fayal,
Arquipélago dos Açores, Portugal, e por isso
conhecida como “família dos Fayal”; sobrenome
que Pedro Antônio acabou adotando no começo do
século XX. Em 1891, em Porto Belo-SC, Pedro Antônio
Fayal se casou com Idalina Rosa de Jesus, com quem teve seis
filhos.
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Na cidade de Itajaí, ele foi trabalhador do porto.
No início do século XX, as atividades portuárias
ainda não estavam organizadas e os trabalhadores não
tinham qualquer associação que defendesse seus
direitos. As leis do trabalho praticamente não existiam
ainda no Brasil. Então, Pedro Antônio Fayal,
com ajuda de outros companheiros, fundou em 15 de novembro
de 1906 a Sociedade Beneficente XV de Novembro, que foi a
primeira entidade de trabalhadores do porto de Itajaí.
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Ele se tornou um
líder operário combativo e defensor intransigente
dos direitos dos portuários, o que levou à primeira
organização do trabalho no porto. A Sociedade
Beneficente XV de Novembro, portanto, antecedeu a criação
dos sindicatos de trabalhadores, somente criados no Brasil após
1930. Quando líderes sindicais itajaienses se reuniram,
em 1960, para fundar um “Ginásio” noturno
para trabalhadores e seus filhos, escolheram denominá-lo
“Ginásio Pedro Antônio Fayal”, como
justa homenagem ao grande defensor da classe trabalhadora de
Itajaí. Este Ginásio vem ser o hoje o Colégio
Cenecista Pedro Antônio Fayal.
A escolha da Campanha Nacional de Escolas da Comunidade/CNEC
como mantenedora do Colégio se deveu ao desejo de seus
fundadores de que o mesmo fosse uma escola comunitária.
Pedro Antônio Fayal faleceu no dia 12 de maio de 1945,
em São Francisco do Sul - SC, onde estava residindo.
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